segunda-feira, 26 de março de 2018

Febre amarela desenvolve complexo processo patológico no corpo

O vírus da febre amarela, quando transmitido ao humano pela picada do mosquito infectado, dissemina-se pelo organismo, causando, inicialmente, sintomas típicos de qualquer outra virose. O desenvolvimento da doença depende da reação do corpo ao parasita, que varia de acordo com o sistema imunológico de cada indivíduo. Casos graves da doença podem levar o paciente a óbito; em outros, há recuperação completa do quadro clínico. O professor Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica o processo patológico da doença.
Na maior parte dos casos de febre amarela, o tratamento é bem-sucedido. Em 5% deles, porém, o quadro clínico é grave, com sérias lesões e hemorragias, segundo o professor. O fígado é o órgão mais afetado, o que leva a distúrbios na coagulação sanguínea e na circulação cerebral e intestinal. Assim, o quadro pode evoluir com alterações no nível de consciência, pancreatite aguda e disseminação de bactérias intestinais por todo o organismo. Nessas situações, a reversão do quadro é mais complicada.
A febre amarela nunca foi extinta, mas era considerada uma doença “sob controle”, em razão dos programas de vacinação da população. O novo surto exigiu da comunidade médica um “reaprendizado”, um retorno à literatura e novas pesquisas.
Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Perigo na Páscoa: chocolate para cães (cachorros) e gatos pode levar à morte

Se você acha engraçadinho quando o seu cachorro ou gato “pede” um pedacinho do chocolate que você está comendo e acaba cedendo aos encantos dele, cuidado. Esse hábito pode ser prejudicial e causar alergias e intoxicações ao animal, levando até à morte em alguns casos.

Isso porque o cacau possui uma substância chamada teobromina, que não é bem aceita pelo organismo dos bichinhos e oferece um alto risco de intoxicação. Ela estimula de forma negativa o sistema nervoso e fluxo sanguíneo dos animais, elevando a temperatura e desregulando o ritmo do coração, o que pode acarretar em uma parada cardíaca.


Além disso, a intoxicação por causa do chocolate pode afetar também os pulmões, rins, provocar vômitos, sede anormal, tremores, hiperatividade e respiração acelerada. De acordo com a médica veterinária Marúcia Cruz, da clínica Mania de Gato, os sintomas são muito similares ao envenenamento e não existe tratamento caseiro.

“Também observamos sinais neurológicos como aumento da pupila, hiperestesia, que é a sensibilidade muito acentuada a estímulos como o toque e convulsões“, explica ela ressaltando que o tratamento só pode ser feito em um hospital.

A quantidade de teobromina varia de chocolate para chocolate, sendo o meio amargo o campeão de concentração. “É importante mencionar que o consumo de chocolate pode levar a quadros de pancreatite e insuficiência renal aguda, com perigo de morte. Os gatos são ainda mais sensíveis”, alerta a médica veterinária Fernanda Niederheitmann, da Clínica Veterinária Curitiba.
Não existem níveis seguros para o consumo, porque além da intoxicação (que ocorre em diferentes níveis de intensidade, pois se considera a quantidade ingerida, o tamanho do animal e o tipo de chocolate), a sobremesa pode causar obesidade, problemas na dentição e até mesmo diabete.

Tratamento

Caso o animal tenha sido intoxicado pelo chocolate (os sintomas costumam aparecer entre 6 e 12 horas após a ingestão), o tratamento acontece com internação para fluidoterapia, controle de vômitos e até mesmo sedação para interromper o efeito estimulante da teobromina. Ou seja, a atitude mais segura é sempre a prevenção.

Chocolate para pets

Apesar de os bichinhos não poderem consumir os mesmos chocolates que os humanos, há algumas opções disponíveis no mercado que “imitam” a guloseima de Páscoa. Segundo as veterinárias Tatiana Scheneider e Aline Franciosi, do Hospital Veterinário Intensiva, apenas um médico veterinário pode indicar qual petisco pode ser consumido pelo animal. “Os petiscos próprios para cães podem ser utilizados em qualquer época para agrado ou recompensa de treinamento, porém não faz falta dentro de uma alimentação balanceada”, explica.

A principal diferença do chocolate que comemos para o que podemos dar aos bichinhos é o cacau, completamente retirado dos petiscos deles. O fruto é substituído por flocos de milho, arroz, soja, aveia, trigo, vegetais e frutas variados, carnes e muitas vitaminas e minerais. O mercado foi bastante criativo na elaboração de produtos para os pets, como bombons, os ossinhos e até uma versão de bolacha wafer.

Para poder curtir a Páscoa junto de seus bichinhos, alguns tutores substituem o chocolate por frutas e verduras que geralmente não fazem parte do dia a dia da alimentação do animal. A prática não é proibida, mas as veterinárias recomendam que “não se deve alterar a alimentação de maneira abrupta. Quando são petiscos próprios e saudáveis em quantidade moderada não há problema, o que pode ser inadequado é oferecer carnes gordurosas, pedaços de osso, doces, alimento condimentado, etc”.

Pastora Helena Raquel é internada com pancreatite

A pastora Helena Raquel, da Assembleia de Deus de Vila Pacaembu, em Queimados, encontra-se internada em um hospital de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ela deu entrada na unidade de saúde por causa de uma pancreatite, inflamação que acomete o pâncreas. A informação foi divulgada através das redes sociais pelo marido da religiosa, o pastor Eleomar Dionel, e confirmada ao Pleno.News por uma amiga da pastora.
– Informamos aos amados irmãos em Cristo, pastores e amigos, que a pastora Helena Raquel se encontra hospitalizada e está impossibilitada de exercer suas atividades ministeriais e responder suas redes sociais. Contamos com a intercessão da Igreja e oramos pela sua breve recuperação – escreveu o pastor.
De acordo com uma fonte próxima à pastora, ela já saiu do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e está se recuperando no quarto.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mesmo com o Câncer, Steve Jobs vai abrir conferência da Apple

O bilionário e presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, que está em licença médica, vai abrir a conferência anual de desenvolvedores de aplicativos para o iPhone na próxima semana.

As ações da Apple subiam cerca de 1,5 por cento nesta terça-feira após a companhia informar que "Steve Jobs e a diretoria da Apple vão abrir" a conferência em 6 de junho.

O comunicado da empresa não deixou claro como será a aparição de Jobs ou se ele está retornando ao trabalho efetivamente.

A presença de Jobs, que sobreviveu a um cancêr no pâncreas, marcaria uma rara ocasião em que o empresário aparece em público desde que tirou sua terceira licença médica em janeiro.

Executivos da companhia têm dito que Jobs, que tem o crédito de ter resgatado a Apple de quase falir em 1996 depois de ter ficado 12 anos afastado da empresa que co-fundou, ainda se mantém envolvido em decisões estratégicas da corporação mesmo em licença médica.

Jobs subiu ao palco no começo de março em um evento de lançamento de produto da Apple e também participou de outros encontros, como um de líderes da indústria de tecnologia com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em fevereiro